Um manto sagrado, pertencente ao povo tupinambá, esta de volta ao Brasil, depois de 300 anos. Ele estava na Dinamarca e retornou na semana ada.
O manto vai integrar o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, destruído por um incêndio em 2018.
O manto estava sob a guarda do Museu Nacional da Dinamarca, em Copenhagem, desde o século XVII. Ele era usado em cerimônias religiosas, por líderes espirituais do povo tupinambá.
O manto é feito de penas de guarás, uma ave típica do litoral da Bahia. E são fixadas à uma malha, tecida em fibras vegetais. Os tupinambás foram um dos primeiros povos indígenas a ter contato com europeus, à epoca do descobrimento do Brasil.
Os remanescentes do povo tupinambá queriam o resgate dessa reliquia desde o ano 2000, quando várias exposições foram organizadas em comemoração dos quinhetos anos da descoberta.
Em 2023, o governo da Dinamarca anunciou a transferência do manto para o Museu Nacional, destruído num incêndio há 6 anos. Desde então, o museu tenta refazer o acervo devastado.
A devolução acontece em meio a uma onda de resgates de artefatos históricos transferidos dos países de origem, para museus da europa e dos estados unidos.
No caso do manto dos tupinambás, a doação não é tratada como uma devolução, porque não se sabe de que forma essa relíquia sagrada foi para a europa.
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